domingo, 6 de maio de 2012

A Virada

E mais um ano chegou e com ele o mês de maio que, para mim, deixou de ser o famoso mês das noivas e passou a ser o mês da Virada Cultural. O centro de São Paulo dá espaço para dezenas de palcos, diversos shows, milhares de pessoas e uma energia incrivelmente louca (e parece que eu sou uma das poucas pessoas que consegue ver ou sentir). É claro que existe baderna, bêbados, mendigos que dançam confome a sua música. É claro que existe sujeira, lixo e pessoas sem educação. A Virada Cultural tem o poder de transformar a noite paulistana em um grande espetáculo de cultura, infelizmente não tem o poder milagroso de transformar marginais e ignorantes em pessoas de bem. Afinal, quem está nas ruas causando desordem são estes mesmos que, diariamente, agridem professores em salas de aula, cometem crimes no trânsito, promovem brigas em estádios e por aí vai. Eu acredito que alguns muitos se divertem ouvindo os acordes daquele som que remete um momento especial. Sinto a alegria de quem dança nas nuvens, mesmo pisando no asflato. Enxergo o brilho nos olhos daquele que admira um espetáculo de teatro a céu aberto. Não sei como uma pessoa com um tijolo baiano no peito como eu consegue sentir tudo isso, pois enquanto isso, uma grande corrente associa os problemas a gratuidade do evento, a sujeira e a baderna aos pobres e por ai vai. Preconceito mascarado ou explícito? Espero que ano que vem eu esteja tinindo trincando como no show dos Novos Baianos em... 2010 eu acho. Uma gripe me deixou de pijama, com uma caixa de lenços de papel e uma sinfonia de espirros este ano, mas 2013 se aproxima e maio já está quase no final. Mentira, maio está no começo, temos o dia das mães no próximo final de semana e muito para acontecer neste ano. Enquanto isso... semana que vem a saúde estará comigo e, quem sabe, um teatro, um show ou um cinema no Centro Cultural, ok?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cheers!

Abril se foi, sem um risco ou rabisco. Sem um dizer ou saber. Sem um sinal de vida ou de morte. Simplesmente passou e eu nem vi. Mas senti e vivi. De novo só ano que vem. E não sei o que me reserva, o que me aguarda. Os planos continuam soltos em algum lugar. Longe de qualquer papel, nem perto de virar rascunho. Vamos vivendo e esquecendo do que incomoda ou atrapalha. O importante é não se importar. Cheers!

terça-feira, 27 de março de 2012

Censura

Sabe, minha insatisfação está no mundo, no comportamento das pessoas, na falta de caráter, no contraditório, no corrupto.

É difícil acreditar. Mais difícil confiar. Impossível simpatizar, gostar... conseguir não odiar.

Missão quase impossível também é viver num mundo onde a censura se mascara no comportamento ditatorial daqueles que te tornam submissos.

E se você nasceu com o dom da comunicação e precisa se privar, assim como eu, simplesmente se sente um animal enjaulado.

Idéias presas neste falso universo de liberdade de expressão.

Difícil não se revoltar, não se indignar... não sentir vontade de abandonar tudo e todos e respeitar sua filosofia, seus princípios... seus valores.

Está tudo errado e meu desejo nem é pintar o mundo de cor de rosa e viver na ilha da fantasia.

Quero apenas viver, escrever e dizer o que penso da vida... sem ter que perder o sono com o que pode me acontecer se eu desabafar.

Enquanto isso não acontece o jeito são as sessões de terapia.

Sorte que pelo menos alguém se beneficia enquanto todo o resto do mundo finge e tenta se esquivar dos olhares que punem e das palavras que condenam seu simples modo de pensar.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Paciência

Paciência é uma virtude.
Paciência é para poucos...
Tê-la é quase tão difícil quanto ganhar na mega sena.
Apesar que a temos, já que dizem que ela tem limite.
Mas o limite deve ser bem menor que o da sua conta bancária.
Paciência é um exercício. É uma questão.
Porém a resposta não está num gabarito no final da apostila.
E as provas estão aqui, ali... estão em todas as partes.
Na fila do mercado, no congestionamento do verão, no vizinho que tem problemas auditivos e ouve funk numa altura que suas janelas tremem, no puto que te passa um trote, no bandido que leva seus últimos trocados do mês e o seu celular com prestações a vencer, na pessoa sem educação que te tira o humor.
E você tem que sorrir, não descer do salto, vencer... mesmo quando a paciência se esgota.
Difícil?
Sim, mas como sempre... poderia ser pior.

Por que?
Cutuque... quem procura acha!
Se tiver paciência e não dessitir no meio da busca.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

adeus ano velho

Não quero ter um novo velho ano.
Não quero fazer as mesmas reclamações;
sentir as mesmas dores;
falar dos mesmos problemas.

Já estou me mexendo para ter um novo hoje.
E o resto?
Está com Deus e Ele sabe o que faz.

Força e fé... muita fé!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

amores

Hoje algo me deixou muito intrigada e em dúvida. Mais um destes meus pensamentos que chegam de mansinho e acabam tomando conta e se tornando o maior questionamento do universo para mim, por mais que seja apenas por algumas horas, pois certamente depois ele passa e eu nem lembro mais.

Na novela da 6, A vida da gente, A namorava com B. A teve uma filha com B. A amava B e B amava A... infinitamente, eternamente... como em um comercial de margarina. A e sua irmã E sofreram um acidente de carro em que A ficou em coma por um bom tempo. Neste meio tempo a irmã E e o namorado de A, também conhecido como B, começaram a cuidar da criança e acabaram desenvolvendo um carinho mútuo que misteriosamente virou amor. Enquanto A estava em coma, E e B se amavam. A era apenas uma lembrança distante. Mas um dia A acordou e é óbvio que E e B não sabiam o que fazer. O carnaval foi montado e no final das contas, depois de um tempo, foi E quem pegou B aos beijos com seu eterno amor A e simplesmente surtou de ódio, tristeza e amargura.

Eis que me surge a dúvida: quais são os valores do amor? Como uma irmã se rende a paixão justo pelo namorado da irmã, sem o mínimo pudor? Como depois a irmã mais velha rouba o namorado novamente? E este homem? Como sai por aí passando o rodo nas duas? Como é possível que ele se apaixone pelas duas e tenha as duas? Será que são mesmo estes valores que devem ser transmitidos na TV? Ainda mais nestes tempos em que a liberdade deu lugar a putaria sem censura . Sem contar que se fosse uma mulher que ficasse com os 2 irmãos ela seria uma puta vagabunda que estaria certamente dando mau exemplo a juventude que acompanha a novela.

É por isso que cada dia que passa o amor acaba se tornando um sentimento cada vez mais banalizado, o sexo se torna apenas hobby e o romantismo apenas utopia ou coisas do maior dos idiotas.

Enquanto isso A e E choram e B se desespera, pois... não é possível ter o amor das duas neste mundo em que dizer não a monogamia é crime.

Acho que meu problema foi ter lido muitos romances quando pequena...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quero desaparecer!