Saudade

Saudade não é um prato que se come quente
muito menos frio.
Não se saboreia, degusta, devora.
É um prato vazio.
Cheio de pensamentos, sentimentos...
A imaginação que o completa de lembranças e desejos.
E sempre acabamos sendo obrigados a ingerir.
Passamos uma eternidade tentando digerir.
No final o garçom traz a conta e, quem sabe, a sobremesa.
A minha com chocolate, a dele com sorvete.
E sempre sobra um espacinho vazio, já pensando na próxima refeição...
... no próximo prato, supostamente recheado de saudade.

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