Então foi em uma noite que o sol saiu e tudo se tornou mais claro.
Ok, confesso: o sol não saiu e não vi nada tão claramente assim.
Na verdade construi uma infinidade de possibilidades, desenhei outros diversos rascunhos de sonhos e mais uma vez subi naquele tapete que flutua por aí no mundo alternativo dos pensamentos.
De repente tudo pareceu novo.
De repente tudo pareceu como antigamente.
De repente coisas ruins sumiram.
De repente certas mágoas voltaram.
De repente viu-se solução.
De repente o final feliz apareceu ali: tão perto, tão certo, tão... claro.
Mas era noite, recordam-se? Claridade só com o auxílio de luz.
Ligou-se o interruptor e deve ser por isso que o sono não veio.
Dias passando. Idéias indo e vindo...
No final das contas?
Acho que o destino existe, mas a gente que corre atrás dele.
E aquela série de coincidências realmente mexem com a gente.
E parece que isso será um círculo.
Espera-se que depois da alegria e do caos a alegria volte a reinar.
Quero papel, caneta e as contas e que no final o saldo seja positivo.
Porque na verdade, no fundo, eu acredito que todo final é feliz e se ainda não sinto isso deve ser porque não chegou no final.
Quem sabe só acabou a conta?
Outra página e nova equação?
Ou prova real para ver se o resultado está certo.
Como sempre opto por terminar o trabalho com a certeza de que tudo está certo.
E mais uma vez me vejo aqui e carrego ela na mão: a tal esperança.
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