A Virada

E mais um ano chegou e com ele o mês de maio que, para mim, deixou de ser o famoso mês das noivas e passou a ser o mês da Virada Cultural. O centro de São Paulo dá espaço para dezenas de palcos, diversos shows, milhares de pessoas e uma energia incrivelmente louca (e parece que eu sou uma das poucas pessoas que consegue ver ou sentir). É claro que existe baderna, bêbados, mendigos que dançam confome a sua música. É claro que existe sujeira, lixo e pessoas sem educação. A Virada Cultural tem o poder de transformar a noite paulistana em um grande espetáculo de cultura, infelizmente não tem o poder milagroso de transformar marginais e ignorantes em pessoas de bem. Afinal, quem está nas ruas causando desordem são estes mesmos que, diariamente, agridem professores em salas de aula, cometem crimes no trânsito, promovem brigas em estádios e por aí vai. Eu acredito que alguns muitos se divertem ouvindo os acordes daquele som que remete um momento especial. Sinto a alegria de quem dança nas nuvens, mesmo pisando no asflato. Enxergo o brilho nos olhos daquele que admira um espetáculo de teatro a céu aberto. Não sei como uma pessoa com um tijolo baiano no peito como eu consegue sentir tudo isso, pois enquanto isso, uma grande corrente associa os problemas a gratuidade do evento, a sujeira e a baderna aos pobres e por ai vai. Preconceito mascarado ou explícito? Espero que ano que vem eu esteja tinindo trincando como no show dos Novos Baianos em... 2010 eu acho. Uma gripe me deixou de pijama, com uma caixa de lenços de papel e uma sinfonia de espirros este ano, mas 2013 se aproxima e maio já está quase no final. Mentira, maio está no começo, temos o dia das mães no próximo final de semana e muito para acontecer neste ano. Enquanto isso... semana que vem a saúde estará comigo e, quem sabe, um teatro, um show ou um cinema no Centro Cultural, ok?

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