Escolhas e remédios

Não sei se fiz, tenho feito, ou faço as escolhas certas. E parece que deve existir sim o certo e o errado. Se para grande parte das pessoas é possível olhar para trás e pensar que tudo foi feito certo, todos os caminhos escolhidos com destreza e não existe lugar para arrependimentos acredito que não posso dizer o mesmo. E não quero ser a diferente, pensar diferente e não fazer parte da massa. Aliás, muitas vezes penso que se eu fizesse parte da massa, quem sabe de fato já teria encontrado a tão sonhada felicidade. Felicidade esta que eu já aceitei não existir para sempre. Sei que ela é passageira, mas quando ela se vai fica um vazio que só dá lugar aos velhos questionamentos baratos e as baixas expectativas cheias de pessimismo. Tem dias que nem mesmo as drogas, que eu compro nas farmácias e divido com um clipes para tomar a dose certa, conseguem fazer efeito. Mas qual efeito? Ela não traz felicidade, mas te deixa alheia ao mundo. O simples fato de não ter que pensar é um alívio. Quando você percebe onde está sua cabeça, suas idéias, seu mundo? Está lá, bem abaixo do mundo da Alice. Minhas drogas só estacionam minhas lágrimas num parquímetro sem limites. Enquanto isso? Nada consta.

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