Uma breve luz

Há 8 anos atrás, num 31 de janeiro de 2005, me lembro que perdi o sono e acordei uma hora antes do despertador, pouco mais de 5 da matina. O sono desaparecera, mas eu tentava encontrá lo porque, como sempre, o que eu mais queria era dormir. Porém, algum sentimento interno desconhecido, provavelmente ansiedade, me deixou desperta. Levantei, tomei um bom banho, um todinho e encarei o desafio do meu primeiro dia de aula na faculdade. Hoje, quase 5 anos após meu último dia de graduação, retornei a sala de aula (está certo que eu fiz alguns cursos neste meio tempo, mas nada como voltar para a faculdade).

E nesta experiência posso dizer que entra ano, sai ano e algumas coisas continuam iguais como: o funk alto no trem cheio ou o meu nojinho daquelas pessoas que quase encostam em mim seus cabelos molhados e empastados de yamasterol, kolene ou neutrox.

Gostei bastante do primeiro dia de aula. Meu lado acadêmico estava totalmente órfão desde dezembro de 2008 e parece que aos poucos se reascende. Reflexões, discussões e um pouco do cenário da comunicação que passa por constante mudança e que no meu mundinho já estava um tanto quanto defasado. 

Aproveitei que meu dia seria tranquilo e pela primeira vez na vida consegui ser uma estudante sem preocupações: aquela que pega um livro, senta na biblioteca e ali mesmo o devora sem se preocupar com o tempo. 

Aproveitando este dia de "reencontros", sai da facul e fui direto para o Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Lembro como se fosse ontem do meu segundo semestre de Rádio TV quando um dos professores propôs uma atividade a qual deveríamos assistir uma sessão neste festival. Foi paixão a primeira vista e a partir daí todos os anos seguintes assisti pelo menos uma sessão. Hoje consegui assistir duas que me causaram sentimentos interessantes. Na primeira filmes de cineastas que já estão no mercado. No filme Sobre chás e vinhos, por exemplo, conhecia grande parte a equipe, inclusive o diretor e o produtor, ambos profissionais que eu já trabalhei e tive o prazer de reencontrar.

A segunda sessão, Cinema em Curso, traz filmes que foram bem conceituados no cenário universitário. Pude ver um da Anhembi Morumbi e lembrar que dentro de mim sempre terá um grande carinho por esta universidade. Dois curtas muito fodas me chamaram a atenção: Cabeça de Peixe produzido pelo pessoal da ECA e Noite Perdida produzido pelo pessoal da FAAP. Dois filmes bem engraçados, mesmo sendo distintos. 

E foi assim que eu passei um sábado maravilhoso na minha cia, esquecendo, pelo menos por um dia, do meu eterno desejo de dormir. Um dia de matar as saudades e relembrar o meu grande amor pela comunicação, cinema e arte.


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