On the road - Bolívia - Day 8 - Adeus La Paz x Segundo perrengue

Depois de mais de uma semana em terras bolivianas, chegava o meu último dia na cidade de La Paz. Aproveitei minha última estadia dormindo e descansando bastante para esquecer a correria dos dias anteriores. Mas levantei, tomei um banho, arrumei minhas malas e fui para o último andar do hostel tomar meu último café da manhã: pão com presunto e ovo e suco. Quando eu percebi que o ovo estava meio cru desisti de comer o resto do sanduíche, pois estava com medo da famosa salmonela.

Partiu último dia - Foto by Évelin Karen

Barriga cheia, pé na areia. Andei pela cidade, tentando desvendar mais um pouquinho de La Paz. Aproveitei e consegui assistir uma missa na Catedral de San Francisco. Muito bom ouvir a palavra de Deus em qualquer canto do mundo!

Missa na Iglesia San Francisco - Foto by Évelin Karen

Depois da missa, saí pelas ruas da cidade e comecei a procurar as famosas lembrancinhas. Passeando pelas proximidades do Mercado de las Brujas encontrei um argentino que me ofereceu estadia num hostel por um preço muito convidativo. Como tinha passado os meus dias num lugar tranquilo, estava querendo passar minha última noite num lugar mais divertido. 

Mercado de las Brujas - Foto by Évelin Karen

Buscando regalos - Foto by Évelin Karen

O argentino me levou no Hostel Musungu e resolvi fechar minha última diária lá. Fiquei hospedada em um quarto para 20 pessoas, por isso conheci gente de lugares que variavam de Lituânia a Argentina. Apesar do grande número de pessoas, o quarto era bem organizado, o banheiro limpo e, no final das contas, valia a pena o resultado da equação custo x benefício.

Depois de me instalar fui comprar mais lembrancinhas e procurar um lugar para almoçar. Escolhi um restaurante ao lado do hostel. O lugar era escuro e parecia meio sombrio, mas tinha bastante clientes. Pedi uma milanesa de frango com fritas e arroz e me surpreendi com um prato bem servido. Claro que não comi nem metade! Eram quase 15 horas.

O suposto culpado - Foto by Évelin Karen

Tomei algumas cervejas, caminhei, curti o bar que fica no último andar do hostel e no fim do dia fui tomar banho e descansar um pouco. Fiz amizades instantâneas que me chamaram para jantar, mas recusei o convite alegando que parecia que meu almoço estava na garganta. Dormi e acordei perto das 22:00 passando muito mal. Náusea, tontura, dores no estômago. Fui para o bar e pedi uma água para tomar um eno e o garçom ficou super preocupado comigo (acho que eu tinha mudado de cor). Para ele, meu mal estar nada mais era que soroche (mal de altitude), mas eu sabia que tinha algo errado. Fui para a cama e acordei às 23:00 correndo para o banheiro. Vomitei minha alma e até parecia uma bêbada que exagerou na balada. Estava me sentindo muito mal e tinha que acordar as 3:00 para ir para o aeroporto. Voltei para a cama, pois achava que dormindo o mal estar passaria, mas as 2 da matina corri para o banheiro e vomitei todo o resto de qualquer coisa que estava no meu corpo. Depois disso desisti de dormir. Arrumei minhas coisas e fiquei esperando o táxi que ia me levar para o aeroporto. É claro que ainda rolou um princípio de fight com o motorista que, inicialmente cobraria 50 bolivianos e depois decidiu que era 60. Aleguei que não tinha mais dinheiro e ele saiu puto e me xingando. Mas eu estava passando tão mal que só queria ir para um lugar com menos altitude para ver se meu mal era soroche mesmo... infelizmente não era.

Comprei gatorade, bolacha água e sal e fiquei esperando dar o horário do meu vôo. Na hora de passar pela alfândega me senti uma criminosa: eles tiraram absolutamente tudo da minha bolsa e abriram todos os bolsinhos para fiscalizar. Dei uma passadinha no Duty e comprei uma barra de Mylka por 5 dólares (metade do preço. se comparado com todos os outros Duty's). Achei que era um achado, mas quando cheguei no Brasil vi que o chocolate estava super barato porque estava vencendo. Vi as horas passarem até dar adeus de vez para a Bolívia e embarcar no meu voo com conexão em Lima antes de partir para Bogotá.  Muito fraca, eu só queria me teletransportar, mas voar era preciso.

No próximo post conto como foi minha chegada enferma na charmosa Bogotá.

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